domingo, junho 10, 2007

O cheiro quente da água no chão molhado de terra batida.


O sangue a correr rápido pelo corpo, o coração acelerado.

O arrepio frio e feliz que percorre o corpo excitado.


As expectativas.


O sorriso preso no céu e o agradecer o momento.

Os corpos apertados na multidão e todos os espíritos dirigidos para um mesmo objecto.


Os diferentes cantares a pedir para não adiar o instante de entrada em palco.


As palmas quase sincronizadas que ecoam ao longo do recinto.


O gritar a plenos pulmões e com a voz rouca letras trocadas de músicas já nossas.

A música a voar do palco e a voltar em turbilhão dobrado ao mesmo.


O dar e o receber de volta.


A confusão animalesca intercalada com o sentir profundo e com as lágrimas de memórias antigas.

O poder da música.
O ser feliz.
O momento.
Os momentos.
A companhia.
O local.
A multidão.
O existir.
O sentir.
O viver.
O lembrar.
O ser.
Pearl Jam.



Concerto demasiado sentido para poder sequer ser descrito por palavras. A pura felicidade.