O sangue a correr rápido pelo corpo, o coração acelerado.
O arrepio frio e feliz que percorre o corpo excitado.
As expectativas.
O sorriso preso no céu e o agradecer o momento.
Os corpos apertados na multidão e todos os espíritos dirigidos para um mesmo objecto.
Os diferentes cantares a pedir para não adiar o instante de entrada em palco.
As palmas quase sincronizadas que ecoam ao longo do recinto.
O gritar a plenos pulmões e com a voz rouca letras trocadas de músicas já nossas.
A música a voar do palco e a voltar em turbilhão dobrado ao mesmo.
O dar e o receber de volta.
A confusão animalesca intercalada com o sentir profundo e com as lágrimas de memórias antigas.
O poder da música.
O ser feliz.
O momento.
Os momentos.
A companhia.
O local.
A multidão.
O existir.
O sentir.
O viver.
O lembrar.
O ser.
Pearl Jam.
Concerto demasiado sentido para poder sequer ser descrito por palavras. A pura felicidade.
