sexta-feira, dezembro 22, 2006

Pára. Contempla.
Se tivesses noção de tudo o que perdes na correria do teu dia-a-dia, de todos os pormenores explícitos que te escapam, de todas as sombras coloridas que podias ver caso te desses ao trabalho de te deter...
Pára. Espera. Detém-te.
Olha à tua volta como se fosse a primeira vez que vês a tua rua, a tua velha escola, a tua família. Aprecia os traços, faz as contas, vê com olhos de ver.
Pára. Respira fundo.
Imobiliza o teu corpo num momento e absorve toda a informação que te é dada. Sente as folhas amarelas de Outono roçar-te o cabelo, ouve os pássaros escuros que nunca mudam e te parecem acompanhar no caminho inclinado, vê as árvores despidas e senta-te na terra húmida, castanha, aprecia o silêncio, a calma, o rio ao fundo por baixo de um Sol frio e acolhedor.
Não tenhas pressa. Sente. Fecha a mente ao que se passa ao teu redor. Abstrai-te do som dos carros, das buzinas e aprecia esse silêncio especial. Disfruta da tua companhia, da tua simplicidade e desse local que te descodifica, que torna tudo tão simples.
Agradece os gestos de bondade à tua volta, as pequenas histórias que te acontecem, aquelas a que dás mais valor quando estás predisposto a vê-las. Sabem tão melhor. O sorriso com que retribuis o piscar de olho cúmplice é tão mais espontâneo.
Pára. Desabafa.
Falar contigo, acho que é como falar comigo mesma... Às vezes só preciso mesmo de abdicar de um pedaço de tempo que nunca uso de forma proveitosa, visitar-te e recompôr-me. As respostas que procuras deixam de fazer sentido, ou serão as perguntas?

Pára. Pensa. Age.
Subir é sempre mais difícil que descer, começar de novo é sempre mais difícil que nos deixarmos estar. Mas pensa bem, depois pode ser tarde demais para conseguires fazer o que sempre quiseste e deixaste para depois. Não deixes nada para depois por achares que terás uma oportunidade melhor, não abdiques de um impulso verdadeiro por achares que terás um melhor momento, o momento perfeito. Aprende. Ele nunca virá. A beleza está na imperfeição.
Pára!
Está frio, é Dezembro, o ano está no fim, queres mesmo um cenário melhor para o que tens a fazer?

Recomeça...

terça-feira, dezembro 19, 2006



A vida é feita de ciclos... Uns mais definitivos que outros.

As pessoas evoluem e deixam para trás os sonhos de criança para enfrentarem o mundo real, na maior parte das vezes deixando para trás esses ideais dos quais prometeram nunca abdicar. A verdade é que aquele mundo de fantasia acabou. Isto é a vida, a responsabilidade, os problemas para resolver. Mas digam-me lá se não sabe bem? Torna-nos mais fortes, somos moldados pela memória de quem fomos e a verdade é que aqueles sonhos de infância ainda não se dissiparam totalmente, ainda estamos a tempo de correr atrás deles, por mais absurdos que sejam.

Se somos fortes para resolver um problema ou arcar com as consequências de forma adulta, será que não temos também força para perseguir os nossos ideais?

Se há determinismo nisto, provém de nós mesmos.

Ou eu ainda não cresci, ou sou simplesmente inconsciente!
Enfim, de qualquer modo, é nisto que acredito, por agora...

terça-feira, dezembro 12, 2006




As coisas mudaram tanto em dois anos, EU mudei tanto em dois anos. As escolhas que fiz nem sempre foram as mais seguras ou as mais fáceis, mas foram elas que me trouxeram até aqui, e eu estou tão bem aqui.
Acho que nunca to disse mas … Obrigada!
(esta tem sido a banda sonora desses tempos,
agora que penso nisso,
não apenas a música,
mas o autor...
como sei que gostas...)

domingo, dezembro 03, 2006

A quem se identificar...

Noites em que te é dada uma segunda, terceira, milionésima oportunidade e tu não a aproveitas, limitas-te a virar a cara, a esconder-te na esperança que não te vejam, que o futuro te deixe de parte quando há a oportunidade de seres, quem sabe, ainda mais feliz. Passas lado a lado com o Destino.
Suponho que é a tua reacção natural a estas situações, na emergência do momento achas sempre que não tem de ser, que não há razão para acontecer. Quando o momento passa fica sempre a dúvida. Não te vês como personagem principal numa história que vai contra o teu monótono dia-a-dia.
És a coisa mais antagónica que conheço, impulsiva e racional, fria e aventureira, tudo ao mesmo tempo. Sem contenção nem medida em cada ingrediente. É difícil compreender-te, ler-te. Claro que isso é o que te torna única, esse teu mistério mal tapado, as lascas de ti que deixas escapar por entre um suspiro ou um olhar despropositado. Dás-te a conhecer da mais retorcida forma, aos poucos, desconfiada.
Mas cansas, às vezes. Tanta indecisão ou tanta reflexão torna-te esgotante, mesmo para ti. Quando te devias deixar levar, analisas tudo ao mais infímo pormenor; quando te devias conter, dás asas à Loucura que queres mostrar que possuis, como se alguém que te conhece duvidasse realmente que ela é tua dona.
Talvez a Noite não seja a tua melhor conselheira, se bem que sempre foi a tua melhor ouvinte.

sábado, dezembro 02, 2006

Há dias em que nada sabe melhor do que o olhar de um desconhecido, o olhar intenso de alguém que, de qualquer forma, nos agrada.

Quando ainda não há condicionantes, história ou passado, quando ainda não há toque.

Apenas uma pessoa que podemos moldar à nossa maneira, que (ainda) não tem força para quebrar a nossa ilusão.

Olhares que se quebram rapidamente, à velocidade da vida, olhares fugazes e esquecíveis, mas que nos fazem sonhar e duram mais que o momento em si.


Hoje é um desses dias.

terça-feira, novembro 28, 2006


Aquele era o ponto de encontro de todos os dias: dos felizes, dos piores, que melhoravam sempre, dos de bom tempo em que era invadida por estranhos e dos de temporal, em que sabia sempre bem visitá-la e tê-la como nossa.
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A praia, aquela praia, era a praia deles, com o café com esplanada com a música sempre presente, e um ambiente familiar difícil de encontrar noutro local daquela agitada cidade. Era exactamente essa intimidade que os entrelaçava a todos, que os unia de forma única, mesmo aquelas relações um pouco mais conflituosas. A praia era a casa deles, não se imaginavam a viver longe dela, longe daquele convívio diário que partilhavam juntamente com as histórias do mar e do dia-a-dia lá dentro, na cidade sufocante. Sabiam que estava ali um porto de abrigo, sempre, muitas vezes no ombro de alguém com quem se davam, aparentemente, menos bem.
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O mar, aquele mar, era também o mais entusiasmante de toda a costa, era aquele pedaço de mar que conhecia as suas histórias, desde os banhos nocturnos ao sentimento de pertença cada vez que entravam de prancha na mão dentro de água; e era ele o maior confidente das suas mágoas, aquelas rochas gastas estavam feitas à medida para os acolher. As pequenas grutas formadas ao longo da praia acolhiam muitas vezes casais apaixonados em busca de um pequeno espaço para dar azo às suas fantasias, sempre com o barulho das ondas a rebentar insurdecedoramente.
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A areia, aquela areia fina que só existe ali, era o local de muitas das festas do café, de muitas fogueiras, de muitas guitarradas, de muito convívio em noites bem passadas rodeadas de amigos e de desconhecidos que rapidamente se tornaram amigos, mesmo que por uma noite só. A música ali tinha outro sabor, as rochas que ladeavam a praia não deixavam sair a sensação que os diversos corpos extravasavam e acumulava-se ali uma aura de bons sentimentos que os unia ainda mais.
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Havia um velho na praia, o Velho do Farol, pele queimada, olhos azuis, rugas que contavam todo um passado mesmo sem palavras. Contava-lhes histórias dos seus tempos de pescador, histórias do mar, de sereias, do seu amor. Eles acolhiam-no como um deles, o amor pelo mar e por aquela praia era visível, os silêncios em que todos respiravam fundo e olhavam com nostalgia aquele local deixava-os tristes mas, mesmo assim, felizes por partilharem um tesouro tão especial, possuiam algo que a maioria das pessoas da cidade suja não imaginava possível. Pertenciam a um pedaço de Natureza quase intocável, eram filhos daquele praia, estavam para sempre ligados a um local que os viu crescer e tornar-se no que são hoje.
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Alguns deles partiram: necessidade, obrigação, trabalhos, estudos. Mas nenhum se esqueceu daquela praia, nenhum se esqueceu de cada uma das pessoas que lá conheceu, nenhum se esqueceu do que lá viveu, das mágoas, das tristezas, das lágrimas e, especialmente, porque no fim ficam os momentos bons, da felicidade que sentiam sempre que lá iam, das paixões, dos abraços entre amigos, dos confortos, do que lá amaram, de quem lá amaram.
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O Velho da Praia dizia-lhes, quando muitos deles iam embora, "nunca voltem a um lugar onde foram felizes". Eles assentiam, condescendentes, mas sabiam que era impossível quebrar um laço tão forte quanto aquele, que mais tarde ou mais cedo haviam de voltar, com a certeza que aquele lugar continuaria intocado pelo tempo, talvez com outra juventude mas com o mesmo espírito. O seu amor passaria de geração em geração.



domingo, novembro 26, 2006

- Vou fugir daqui! Queres vir?
- Para onde?
- Não sei... Estou a sentir-me presa demais.
- Ah! Então pronto, eu vou contigo, não gosto de aqui estar, muito menos sem ti...
- Já sei! Atravessamos o mundo e ficamos na outra ponta, que tal? Onde ninguém nos conhece e podemos começar tudo de novo?!
- Mas eu não quero começar-nos de novo. De tudo, é a única que não quero começar de novo...
- Hum... Então pronto, nós ficamos iguais, o resto é para começar do zero, pode ser?
- Pode! E quando vamos? Hoje?
- Epá hoje não que tenho coisas combinadas para mais tarde... Fica para outro dia...

Porque é que continuamos sempre a adiar as decisões que tomamos com tanta veemência?

sábado, novembro 25, 2006

Conclusão de uma noite longa de Retórica:
Todas as relações íntimas dependem da vulnerabilidade que estamos dispostos a mostrar para nos darmos a conhecer ao outro.

terça-feira, novembro 21, 2006

Para quem não conhece...

Jeff Buckley - Grace (NPA Live'95)
(... Shame on you)
"The Mistery White Boy"

sexta-feira, novembro 17, 2006

Gosto de falar na primeira pessoa do plural...

E se...

Nem

sempre

conseguimos

manter-nos fiéis

a nós mesmos.

quarta-feira, novembro 15, 2006


Hoje lembrei-me de ti, não sei bem porquê.

O dia estar cinzento e chuvoso não é motivo para me fazer lembrar de ti.
Mas, pensando bem, eu também não tenho motivos para me lembrar de ti e, no entanto, faço-o (quando mais tentamos não pensar numa coisa, mais ela nos viola o pensamento, certo?).

E que tal vires comigo para o meio da rua sentir a chuva importuna entranhar-se nas nossas roupas e nas nossas almas, soltarmos a loucura que (sabemos) que há em nós e rodar, rodar e rodar até cairmos no chão, quais crianças imaturas?! É coisa que te vejo perfeitamente a fazer, apesar de não te ver a ti há já algum tempo.

Nunca fomos os seres racionais que aparentamos. E nunca nos importámos com isso...

Aprendi a gostar de me lembrar de ti, assim, sem mais nada, só uma boa recordação na minha vida...

segunda-feira, novembro 13, 2006


Tens
de aprender
a ler-me
nas
entrelinhas.
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Pena que hoje não sei o que lá escrever.

domingo, novembro 12, 2006



Perdida, desorientada no meio da multidão que enchia os corredores da rua estreita e atribulada.
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As pessoas riam-se e gritavam para se fazerem ouvir do outro lado.
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Eu desesperada.
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Tu, ao longe, a surgir calmo e sereno como sempre.
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Viste-me e caminhaste para mim como se a rua estivesse vazia, sem veres ninguém.
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Chegaste ao pé de mim e roubaste-me um beijo.
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Eu ri-me e disse: "Demoraste muito tempo!".
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Tu disseste-me: "A partir de hoje não te largo mais"
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Gosto quando cumpres o que dizes.


sexta-feira, novembro 10, 2006

Não tenho culpa de ser feliz...

Aqueles dias quentes em que a vida nos parece infinita;
em que nada nos parece impossível quando estamos rodeados de amigos;
em que o Sol nos ilumina e deixa a marca bronzeada na nossa pele;
em que o mar está à nossa volta, o sal nos nossos corpos,
o som nas nossas cabeças, a presença ali mesmo à nossa frente;
em que a música nos faz sorrir e inspirar o mundo que queremos alcançar
e não cabe dentro do nosso mísero corpo queimado;
em que a Paixão floresce a cada instante, por aquela pessoa,
por aquela flor, por aquele animal...
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Dias que queremos que não mais acabem,
dias em que percebemos que aquilo é o auge das nossas vidas,
em que a simplicidade e o amor pela Natureza nos dá motivos
mais que muitos para sermos felizes
e fazermos felizes os outros,
deixar de lado os preconceitos, os julgamentos,
a inveja, a hipocrisia
e dizer aos outros o que sentimos.
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Momentos de pura felicidade.
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Em que o corpo balança
de olhos fechados
ao som de uma música que marca uma estação,
em que o calor abrasador não é o sufiente para nos fazer parar.
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O calor começa agora a abandonar-nos, o Sol enfraquece mas a felicidade continua ali, aqui, ao nosso lado, dependente de nós (por muito peso que essa responsabilidade tenha sobre nós).
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Sorrio neste dia em que o Sol ainda se faz mostrar por entre as nuvens. Ele está lá sempre tal como sei que os momentos quentes passados estarão sempre comigo, enquanto não voltarem. Guardo o calor dentro de mim e continuo a querer abraçar o mundo num abraço apertado, para nunca mais soltar a felicidade que ele me proporciona por me deixar fazer parte dele e tocar a vida dos outros.

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(Tantas e tantas bandas, tantas e tantas músicas que ficam, tantas amizades, tantas paixões, tanto amor e felicidade. Tantos concertos, tanta dança, tanta diversão. Momentos marcados cá dentro que são impossíveis de exteriorizar. Fica sempre tanto e tanto por dizer, o que importa é que cá dentro cada momento é especial e está guardado como um tesouro.
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A todos aqueles que fazem parte da minha vida, que me influenciam, que são lembrados como parte principal destes momentos quentes (ou mesmo dos frios). Isto não teria significado nenhum sem essas pessoas.)

quinta-feira, novembro 02, 2006

Mais uma vez, só às vezes...


Os nossos corpos já saciados jazem na cama, a única pista de que ainda estamos vivos é a respiração compassada que soltamos mecanicamente.
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O teu corpo ao meu lado, ao alcance da minha mão e mais longe que a distância que percorremos para aqui estar.
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O meu corpo cheio de ti, a minha alma violada pelo teu sabor, eu, aqui, a centímetros de distância.
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Esticar a mão? (Não...)
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Às vezes o passado surge ainda no presente, às vezes o futuro é impossível, às vezes, só às vezes, a melhor forma de seguirmos o nosso caminho é recuar um pouco, fechar a porta atrás de nós e enfrentar o Sol perturbador da manhã.
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Às vezes, só às vezes, há distâncias que não podem ser quebradas.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Just sometimes... (Not always...)

"Walk Away"
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Oh no- here comes that sun again.
And (that) means another day without you my friend.
And it hurts me to look into the mirror at myself.
And it hurts even more to have to be with somebody else.
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And it's so hard to do and so easy to say.
But sometimes - sometimes,
you just have to walk away - walk away.
With so many people to love in my life,
why do I worry about one?
.
But you put the happy in my ness,
you put the good times into my fun.
And it's so hard to do and so easy to say.
.
But sometimes - sometimes,
you just have to walk away - walk away
and head for the door.
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We've tried the goodbye so many days.
We walk in the same direction
so that we could never stray.
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They say if you love somebody
than you have got to set them free,
but I would rather be locked to you t
han live in this pain and misery.
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They say time will make all this go away,
but it's time that has taken my tomorrows
and turned them into yesterdays.
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And once again that rising sun
is droppin' on down
And once again, you my friend,
are nowhere to be found.
.
And it's so hard to do
and so easy to say.
But sometimes, sometimes
you just have to walk away,
walk away and head for the door.
You just walk away - walk away - walk away.
You just walk away, walk on, turn and head for the door.

terça-feira, outubro 24, 2006

A. nossa história

Gostava tanto desses teus caracóis loiros e rebeldes ao vento. Em dias de praia a ver um pôr-do-sol abraçados enquanto me cheiravas o sal do cabelo castanho e eu observava as tuas sardas por baixo desses teu olhos pequenos e perspicazes. E punhas-te a trautear uma canção com essa tua voz rouca e eu derretia completamente, apertava-te a mão com força para deixar passar o arrepio que a tua voz me provocava.
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Irritavas-me tanto, tantas vezes... Era difícil estarmos de acordo em alguma coisa. Mesmo quando estávamos fazíamos de tudo para não estar. Gostavas de me abraçar em frente aos teus amigos, lembras-te? Chateavas-te quando eu flirtava com outros rapazes, mas fazia-o só para ver a tua boca fechar com força e as veias dos teus braços saltitar enquanto te detias porque tinhas de manter essa tua postura de garanhão que não se deixava apaixonar por nenhuma miúda. Eu entrava no teu jogo, também me mantinha na minha quando te via com outras raparigas, sorria quando te via quase a beijá-las só para me fazeres ciúmes. E o meu sorriso matava-te, mantinha-te na dúvida.
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Quando não estava contigo sentia-me agoniada, sem chão. Nunca permitiste dar-te demais nem eu me permitia entregar mais do que alguém da tua espécie merecia. Tudo muito bonito na teoria, já na prática entregámo-nos, demo-nos a conhecer e apaixonámo-nos. Porque foi o que aconteceu...
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Discutíamos imenso mas sempre com um sorriso, gostávamos de fazer as pazes, de ter um motivo para nos beijarmos e abraçarmos porque éramos orgulhosos demais para ser românticos assumidos.
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Ninguém de fora percebia a nossa relação, diziam que agíamos como crianças, que ninguém precisava de motivos para beijar ou abraçar o companheiro. Nós ríamo-nos, trocávamos um olhar e um sorriso pois ninguém percebia o nosso "jogo", a nossa história, eram meros espectadores. Não entendíamos nenhuma relação segura, comodista, conformista...
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Queríamos o sentimento, a partilha, o conhecimento. Sabia que estavas lá sempre para mim. Era a ti que eu despia a minhas alma e me aconchegava nos dias de Inverno para me consolares dos males do mundo com um beijo na testa. Fazias-me rir de tudo, ver o lado positivo das coisas, o teu humor mudava toda a minha disposição.
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Viajámos imenso sempre com uma máquina atrás para registar materialmente algo que nenhum dos dois esqueceria, eras a minha constante preferida nessas viagens, pouco me interessavam os locais pois só a tua companhia lhes conferia beleza aos meus olhos.
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Coisas fúteis eram dispensáveis. Nunca gostei de flores, preferia um grito embaraçoso no meio da rua, um beijo por baixo de um chapéu de chuva, uma gargalhada sincera por uma qualquer estupidez.
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Nunca precisámos de sorrir para mostrar aos outros o quão apaixonados estavámos, guardávamos os nossos momentos para nós, invejosos da partilha e da possibilidade da magia se quebrar caso os expuséssemos.
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A única coisa qua fazíamos como casal era dar as mãos, adorava sentir um pedaço de segurança no turbilhão que era a nossa relação.
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Completávamo-nos tantos, adorava-te tanto... Irritavas-me tanto!
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Não percebo porque escrevo no passado. Tu és o presente, hás-de sê-lo sempre. Porque em mim viverás para sempre, és parte da pessoa que sou. Com quem quer que eu esteja, essa pessoa leva um pedaço de ti por acréscimo.
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A.
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Adorava os nossos silêncios. Sempre foram os nossos melhores momentos.

segunda-feira, outubro 23, 2006


"Nunca te pedi que me compreendesses, apenas que me amasses."
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E ela continua a dar à Paixão a irracionalidade que ela lhe exige!

domingo, outubro 01, 2006


Saber que estavas lá para me apoiar era o bastante. Entrar na cama, aconchegar-me no cobertor e dar-te a mão depois de um dia longo sempre foi a minha parte preferida do dia. Encaixar em ti enquanto me abraçavas e eu sentia o teu corpo quente e calmo, e os teus beijos apaziguadores no meu pescoço. Dormia sempre tranquila quando estavas ao pé de mim e me sussurravas com carinho palavras só nossas, para que mais ninguém as ouvisse.
Quando olho para trás e vejo tudo o que passámos não evito soltar um sorriso. Nunca acreditaram que tivéssemos futuro, ninguém, desde o primeiro momento. Mesmo eu, confesso, só acreditei quando me deixei levar por ti, quando me permiti sentir e arriscar. Sempre gostei de riscos e tu sempre gostaste disso em mim.
Fazias-me sentir segura, mais do que qualquer outra pessoa e, consequentemente, dependente. Mas de ti nunca me importei de depender. Completavas-me de tal modo que nunca imaginei um futuro sem ti. Ainda hoje não o imagino.
Quero mais, sempre mais. Esgotar as possibilidades e amar-te ao máximo, revolver as entranhas e entregar-te os meus orgãos porque já são teus de qualquer modo. Tu chamavas-me "parva" e dizias que não me exigias tamanho sacrifício, que os devia manter pois sem eles não sentiria.
As tuas palavras sempre foram sensatas, como tu. Sempre foste um modelo a seguir, a pessoa perfeita, o apoio incondicional.
Hoje não estás aqui, saíste um dia depois de um "Amo-te" sentido e nunca mais voltaste. E o pior de tudo é que a razão e os motivos porque o fizeste eram os mais correctos e sensatos possível...

E, de um momento para o outro, o silêncio. O silêncio ensurdecedor na noite já clara apenas quebrado pelas incessantes batidas do coração que ecoavam cada vez mais alto.
O fim, a sensação de impotência face ao inevitável, ao incompreensível.
Ela nunca gostara de finais. Sempre preferira um romance em aberto, um filme rodopiante com inúmeras possibilidades, relações com reticências e com futuro. Um dia claro de sol no Inverno, um temporal quente no Verão.
Gostava de chuva, ao contrário da maioria. Sempre que chovia ela parava, fechava os olhos e deixava-se levar para outros mundos.Isto quando não se descalçava, soltava o cabelo e ia dançar para a relva, sorrindo.
Mas naquele momento tudo isso acabara, tudo deixara de fazer sentido. Inevitável. Sensação de impotência "Pronto, é isto! Acabou!". Resignação.
Tinha sede de mais, o sangue corria-lhe ainda jovem nas veias que cortara de modo preciso. "Então é isto, é esta a sensação!".
Os seus olhos embaciavam-se numa névoa que a cobria como se já não pertencesse a este mundo que nunca considerou seu.
E, no entanto, apesar de tudo, ela sorria. Como sempre o fez. Morria como sempre vivera: bela, jovem e curiosa. "Quem diria", diziam eles, "logo ela que sempre foi tão simpática, quem diria que faria uma coisa destas...".
Ao que parece ninguém nos chega mesmo a conhecer, ao que parece morremos mesmo sozinhos.
O corpo jazia inerte sobre a relva molhada das primeiras chuvas de Outono. Um bilhete borrado dizia: "Fui feliz!".

quarta-feira, setembro 20, 2006

Elogio do AMor Puro - Miguel Esteves Cardoso in Expresso

Dedicado a todos aqueles com quem falo sobre o Amor, e principalmente a todos aqueles que amo, desmedida e desmesuradamente.
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reunem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Sempre gostei deste texto =D
Gosto das coisas postas desta forma. A Vida é boa, mas o Amor é o que lhe dá razão.
"...mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração..."
- Mafalda Veiga - Restolho

domingo, setembro 17, 2006


É o último mergulho do Verão naquela praia.
O corpo flutua na água, de braços abertos ao mundo. A mente abstrai-se do barulho "lá fora", das conversas, do choro das crianças, e concentra-se no misterioso som do mar, no inconfundível azul daquele céu onde voa uma gaivota solitária oferecendo-lhe a banda sonora do momento. Ela sorri ao sentir o corpo baloiçar ao sabor das ondas que se destroem contra a areia. A água fria chega-lhe a todas as partes do corpo, gela-a e fá-la sentir mais viva que nunca.
E, naquele momento salgado, ela é feliz. Feliz porque poder sentir e saborear é o suficiente. Feliz porque está viva. Feliz porque sim, sem razão nenhuma e por todas as razões do mundo. Feliz por ter razões para ser feliz. Feliz porque é feliz.
O sol pachorrento começa a despedir-se, num pôr-do-sol alaranjado e quente que prepara a transição para o Outono que se azivinha que ela tanto gosta. Olhando uma última vez para trás sussurra: "Até breve!".
Lagos, 17 de Setembro de 2006

quarta-feira, setembro 13, 2006

Há tanta coisa que te quero dizer que é automaticamente bloqueada
pelas barreiras da minha racionalidade cada dia menos racional.

sábado, setembro 09, 2006


...E as coisas, inevitavelmente, mudaram, como previsto. Mas o sol continua a nascer todos os dias e é o bastante para continuar.
Talvez seja reversível, se não for é porque não tem de ser.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Quando as coisas valem realmente a pena,
valem os sacrifícios que temos de fazer para as ter!

domingo, julho 16, 2006

Eu AMO o Verão!
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Corpos bronzeados, bikinis, calções, praia, Sol, música, tendas, Lua, festas, amigos, paixões, loucura, amor, saudades!
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Porque depois deste Verão muitas coisas vão, inevitavelmente, mudar, o melhor é aproveitá-las enquanto as temos por perto e dar-lhes tudo o que temos, partilhar aventuras e espremer todo o sumo deste Verão português, neste cantinho da Europa, que sabe tão bem (cada vez melhor)!
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Aproveitar este calor abrasador, as pessoas que se atravessam nos nossos caminhos, os dias de praia, as noites fantásticas que nos esperam e que esperam ser recebidas com o sorriso que lhes devemos. Viver intensamente as paixões de verão, conhecer melhor as pessoas de quem gostamos, sentarmo-nos na praia a ouvir música e a partilhar histórias com os amigos!
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Palavras-chave: PARTILHAR e APROVEITAR!
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Vão-me mantendo informada! ;P
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Que "aquele" meu pressentimento se torne real ;) EU ACREDITO!!!
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UM ÓPTIMO VERÃO PARA TODOS

sexta-feira, junho 16, 2006

Saudades de tempos passados, sítios longínquos e montanhosos, castelos no meio do verde imenso, pessoas que não voltarei a ver, risos inocentes, conversas paralelas, partilhas, fantasmas e histórias de terror, aventuras na noite, paixões rápidas, despedidas sofridas...

Porque há recordações que duram uma vida... E pessoas que, parecendo que não, a mudam num espaço de tempo incrivelmente mínimo, e me fazem sorrir (como sempre quiseram).

Dedicado à minha primeira “grande aventura”, e às pessoas que nela participaram...

Porque abriu as portas a muitas mais já vivdas, e outras tantas por viver ainda, tantas...
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OASIS - DON'T LOOK BACK IN ANGER
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Slip inside the eye of your mind
Don't you know you might find
A better place to play
You said that you'd never been
But all the things that you've seen
Will slowly fade away
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So I start a revolution from my bed
Cos you said the brains I had went to my head
Step outside the summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
You ain't ever gonna burn my heart out
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And so Sally can wait, she knows it's too late as we're walking on by
Her soul slides away, but don't look back in anger I heard you say
Take me to the place where you go
Where nobody knows if it's night or day
Please don't put your life in the hands Of a Rock 'n Roll band
Who'll throw it all away
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Gonna start the revolution from my bed
'Cos you said the brains I had went to my head
Step outside cos summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
Cos you ain't ever gonna burn my heart out
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And So Sally can wait, she knows it's too late as she's walking on by.
My soul slides away, but don't look back in anger I heard you say
.
So Sally can wait, she knows it's too late as we're walking on by
Her soul slides away, but don't look back in anger I heard you say
And So Sally can wait, she knows it's too late and she's walking on by
My soul slides away, but don't look back in anger, don't look back in anger I heard you say
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...
At least not today


"O último passo de uma viagem pode ser o primeiro de uma grande aventura"

smile woman ;P

segunda-feira, junho 12, 2006



Corpos dançantes esvoaçam a uma velocidade vertiginosa
pelo campo de ervas altas e secas...
Fantasmas do passado?
Premonições do futuro?
Tudo se alastra a um ritmo acelerado para um mesmo fim,
como se apenas agora tivesse acordado, e estivesse atrasado...
Avizinham-se outros tempos.
O vento está a soprar mais forte, está a mudar...
Ventos de mudança numa noite clara!

segunda-feira, junho 05, 2006


IT'S NEVER OVER! A KINGDOM FOR A KISS UPON HER SHOULDER...

sábado, maio 27, 2006

Sia - Breathe me

Help, I have done it again
I have been here many times before
I Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am smal
lI'm needy
Warm me up
And breathe me

I WON'T GROW UP...

Aos bons momentos vividos, às aventuras ainda por descobrir, aos sorrisos, às lágrimas, ao que nos torna mais fortes, a quem nos merece, ao que vale a pena, a quem vale a pena, às loucuras que nunca esqueceremos, aos episódios felizes por quebrarmos todas as convenções e não ligarmos a julgamentos, às pessoas que terão sempre um espaço reservado no nosso coração, à intensidade de uma noite, às conversas íntimas e à partilha de sentimentos, ao que nos torna únicos e especiais, à paixão, ao amor, à vida...

A ti! ;P
A nós...


Estamos prontos para tudo! Não desistimos, não resistimos...

domingo, abril 30, 2006

A tarde vai longa, dois corpos estendidos numa única toalha onde mal cabem, mas suficiente para ser partilhada, o sol cada vez mais baixo no horizonte e um calor que apesar da hora teima em não abandoná-los... O momento é simples mas mesmo assim estão em silêncio, de barriga para cima a olhar aquele azul de céu que não encontram em mais lado nenhum...
"Onde é que achas que estaremos daqui a alguns anos? Será que nos vamos continuar a ver, a falar?"
"Onde quer que esteja, como quer que tenha sido o nosso futuro, uma coisa é certa: este momento e esta sensação hão-de acompanhar-me sempre. E se um dia deixarmos de nos falar por qualquer motivo tenho a certeza que sempre que te vir vou recordar este momento."
"Prometes?"
"Prometo!"
Silêncio... Harmonia... Felicidade!
Sou mais eu a cada dia que passa!

quinta-feira, abril 20, 2006


Não importa a duração mas a intensidade, o quanto nos damos, a entrega.

quarta-feira, março 29, 2006


Ainda devo inúmeros sorrisos à minha vida…
Não os vou esbanjar mas vou deixar do os guardar para os ter no futuro...

Espero que não se esgotem, não há melhor arma contra os maus momentos,
nem melhor expressão no Homem.

SMILE LIKE YOU MEAN IT!!! =D

E pensar que não te disse adeus, que na altura me faltaram as palavras, que achei pouco importante, que achei que te voltaria a ver...
Estas histórias sem pontos finais estão a tornar-se chatas, entranham-se na minha alma e desperto de madrugada com o adeus que não disse na minha boca...
Será que é tão importante assim!? Se tudo o que vivemos caminhava inevitavelmente para aí porquê desperdiçar uma palavra, um segundo em que te posso olhar nos olhos, ler-te a alma e a inevitabilidade do momento e dar-te mais um beijo, mostrar-te mais um sorriso, o último, olhar a última vez para trás... Aproveito esse momento e gravo-te na minha mente para sempre, coloco-te do lado das recordações felizes, da história bonita sem final feliz (porque não tinha que ser).

Os traços do teu rosto, o brilho dos teus olhos irão com o tempo tornar-se cada vez mais transparentes, cada vez menos definidos mas o momento continuará sempre presente: lembrar-me-ei sempre das tuas palavras. Se me cruzar contigo na rua, reconhecer-te-ei, se ouvir a tua voz vou saber quem és. Gravei-te naquele momento, naquele local para não saires tão cedo (ou nunca) de lá. Estás onde pertences e onde te quero: na memória. Deixaste de ser inconveniente e remeteste-te ao lugar onde devias ter ficado desde o princípio mas onde só agora tive coragem de te colocar.

Com alguma sorte esse adeus que ficou por dizer nunca será proferido. Com alguma sorte não ouvirei mais a tua voz. Com alguma sorte nunca mais te vejo. Só de me lembrar de ti começas a destruir as grades do local onde te coloquei e a causar distúrbios. O melhor é parar por aqui...

ADEUS!

quarta-feira, março 15, 2006

VIVER NÃO DÓI

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
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Por que sofremos tanto por amor?
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O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou em nós
um sentimento intensoe que nos fez companhia
por um tempo razoável,
um tempo feliz.
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Sofremos por quê?
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Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido
ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
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Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante
e paga pouco, mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
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Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.
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Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
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Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos
e nunca chegamos a experimentar.
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Como aliviar a dor do que não foi vivido?
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A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
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A cada dia que vivo, mais me convenço
de que o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
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A dor é inevitável
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O sofrimento é opcional
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- Carlos Drummond de Andrade -

terça-feira, março 14, 2006

Rescado Jack Johnson – Pavilhão Atlântico – 13 de Março, 2006


E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R ! Amei, amei, amei ...

Um concerto lindo, cheio de música boa e grandes actuações, um GRANDE público (em todos os sentidos), uma grande companhia... Resumindo, o melhor programa para uma segunda-feira à noite depois de um dia de aulas demasiado secante e exaustivamente degradante...

Saio de lá com o coração cheio, um sorriso na cara e uns quantos pensamentos que pedem para não me esquecer: tanta vida ainda por viver, tantas viagens por fazer, tanta gente por conhecer, tantos beijos por dar, tantas paixões por viver!

“LOVE IS THE ANSWER AT LEAST FOR MOST OF THE QUESTIONS IN MY HEART!”

Penso no Verão, na praia, nos bikinis, nos amigos, nas viagens, nas guitarradas, nas conversas, nos passeios, nas pessoas e nos beijos anteriores (“porque há beijos que mesmo com sombra, não têm sombra”)..

Com um concerto destes curamos todas as feridas, aprendemos lições de vida com as letras, conseguimos ver o lado menos mau das situações, conseguimos gritar e deitar cá para fora tudo o que não queremos que fique cá dentro, todos os que não queremos que fiquem cá dentro! Com música desta tudo é mais colorido e a VIDA É BELA!!! É o poder da música...

O corpo ainda está dorido e a voz rouca, tal como o coração ainda está cheio... Mas valeu a pena, vale sempre a pena lutar pelo que queremos e não nos determos... Desde que tenhamos a certeza do que queremos! Se querem alguma coisa, alguém, lutem... Se não der certo é porque não tem que ser...

“And there has always been laughing, crying, birth, and dying
Boys and girls with hearts that take and give and break
And heal and grow and recreate and raise and nurture
But then hurt from time to time like these
And times like those
And what will be will be
And so it goes…”


O tempo está a mudar...E eu também!


P.S – À Tati, à Sara, à Rita obrigada pela tarde bem passada e pela loucura incansável durante o concerto! ADOREI! E vivam os “babes”... Salvação Power =P

Ahhh o Jack é lindo sim ms aquele pianista (Zack) tem um “quê” que mexeu comigo LOL!!! Tou in loveeeeeee! ;)