
E, de um momento para o outro, o silêncio. O silêncio ensurdecedor na noite já clara apenas quebrado pelas incessantes batidas do coração que ecoavam cada vez mais alto.
O fim, a sensação de impotência face ao inevitável, ao incompreensível.
Ela nunca gostara de finais. Sempre preferira um romance em aberto, um filme rodopiante com inúmeras possibilidades, relações com reticências e com futuro. Um dia claro de sol no Inverno, um temporal quente no Verão.
Gostava de chuva, ao contrário da maioria. Sempre que chovia ela parava, fechava os olhos e deixava-se levar para outros mundos.Isto quando não se descalçava, soltava o cabelo e ia dançar para a relva, sorrindo.
Mas naquele momento tudo isso acabara, tudo deixara de fazer sentido. Inevitável. Sensação de impotência "Pronto, é isto! Acabou!". Resignação.
Tinha sede de mais, o sangue corria-lhe ainda jovem nas veias que cortara de modo preciso. "Então é isto, é esta a sensação!".
Os seus olhos embaciavam-se numa névoa que a cobria como se já não pertencesse a este mundo que nunca considerou seu.
E, no entanto, apesar de tudo, ela sorria. Como sempre o fez. Morria como sempre vivera: bela, jovem e curiosa. "Quem diria", diziam eles, "logo ela que sempre foi tão simpática, quem diria que faria uma coisa destas...".
Ao que parece ninguém nos chega mesmo a conhecer, ao que parece morremos mesmo sozinhos.
O corpo jazia inerte sobre a relva molhada das primeiras chuvas de Outono. Um bilhete borrado dizia: "Fui feliz!".

11 comentários:
gavi...k ideias são estas pá?
ve lá... >=/
o texto tá mt intenso...bem escrito e a imagem perfeita. parabéns**
tenho k começar por dizer k o texto ta mt bonito, apesar d estar um cado pessimista, ms adorei mm a forma cm foi escrito e cm tocou... contudo a parte final deixa em aberto k ela foi feliz, pod ter morrido ms ao menos foi feliz na vida, o k ate pode conferir ao texto nao tao pessimista knt isso... n penses na morte, vive a vida e o momento k é belo...
bjxx** GuIlHo
O meu coração bate bate por ti!... por iso, continua... só tu escreves tão bem (inda por cima as horas q foi...) só quero é q passes por cima de tudo e cmpletamnt "cagativa"... o importante és tu e eu!!! ;P bjinho**
Vieram-me as lágrimas aos olhos.
='(
Lindo.
a imagem e brutal i o texto lindo mesmo..amei*
Eu cá nã ogosto muito destas ideias depressivas, por isso vou dizer uma coisa mesmo parva.
Sou eu que tenho um humor doentio, ou «Um bilhete borrado dizia: "Fui feliz!"» tem mesmo muita piada?
Isto naum é depressivo ;P lá pk ela decide matar.s e kê n ker dizer k é triste.. N fiz sentido nenhum certo!? Naum era suposto...
Gostei disto...se calhar até tenho uma tendência muito mórbida ou assim, mas não achei isto depressivo...acho que até contém uma veracidade tão forte...
E gosto sobretudo da parte da chuva...tb eu gosto de chuva! =)
(não, não irão encontrar um bilhete borrado junto ao meu corpo brevemente...mas o comment da Filipa deixou-me a rir às gargalhadas...)
Anyway, gosto destes seus textos menina Gavi...e espero que já estejas bem dos teus pézitos...xD
Ao que parece ninguém nos chega mesmo a conhecer, ao que parece morremos mesmo sozinhos.
Morremos mesmo... ou pelo menos cada vez me convenso mais disso mesmo. Gostei de ler, mas senti um arrepio.
Sim =)
Fikei arrepiada com a intensidade do texto, a força da mensagem, a veracidade das palavras......
Axo k nc ngm s conhece por completo, inside out, sem k haja mais lugar a surpresas... E ela surpreendeu tudo e todos com a sua atitude. O mais engraçado é k ela podia ser eu de tanto gostar de xuva, d ter sido feliz...
Pk terá ela feito o k fez? E pk n fazê.lo? Não sei, mas gostei Gavi, gstei muito do txt ;)
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