Gostava tanto desses teus caracóis loiros e rebeldes ao vento. Em dias de praia a ver um pôr-do-sol abraçados enquanto me cheiravas o sal do cabelo castanho e eu observava as tuas sardas por baixo desses teu olhos pequenos e perspicazes. E punhas-te a trautear uma canção com essa tua voz rouca e eu derretia completamente, apertava-te a mão com força para deixar passar o arrepio que a tua voz me provocava.
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Irritavas-me tanto, tantas vezes... Era difícil estarmos de acordo em alguma coisa. Mesmo quando estávamos fazíamos de tudo para não estar. Gostavas de me abraçar em frente aos teus amigos, lembras-te? Chateavas-te quando eu flirtava com outros rapazes, mas fazia-o só para ver a tua boca fechar com força e as veias dos teus braços saltitar enquanto te detias porque tinhas de manter essa tua postura de garanhão que não se deixava apaixonar por nenhuma miúda. Eu entrava no teu jogo, também me mantinha na minha quando te via com outras raparigas, sorria quando te via quase a beijá-las só para me fazeres ciúmes. E o meu sorriso matava-te, mantinha-te na dúvida.
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Quando não estava contigo sentia-me agoniada, sem chão. Nunca permitiste dar-te demais nem eu me permitia entregar mais do que alguém da tua espécie merecia. Tudo muito bonito na teoria, já na prática entregámo-nos, demo-nos a conhecer e apaixonámo-nos. Porque foi o que aconteceu...
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Irritavas-me tanto, tantas vezes... Era difícil estarmos de acordo em alguma coisa. Mesmo quando estávamos fazíamos de tudo para não estar. Gostavas de me abraçar em frente aos teus amigos, lembras-te? Chateavas-te quando eu flirtava com outros rapazes, mas fazia-o só para ver a tua boca fechar com força e as veias dos teus braços saltitar enquanto te detias porque tinhas de manter essa tua postura de garanhão que não se deixava apaixonar por nenhuma miúda. Eu entrava no teu jogo, também me mantinha na minha quando te via com outras raparigas, sorria quando te via quase a beijá-las só para me fazeres ciúmes. E o meu sorriso matava-te, mantinha-te na dúvida.
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Quando não estava contigo sentia-me agoniada, sem chão. Nunca permitiste dar-te demais nem eu me permitia entregar mais do que alguém da tua espécie merecia. Tudo muito bonito na teoria, já na prática entregámo-nos, demo-nos a conhecer e apaixonámo-nos. Porque foi o que aconteceu...
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Discutíamos imenso mas sempre com um sorriso, gostávamos de fazer as pazes, de ter um motivo para nos beijarmos e abraçarmos porque éramos orgulhosos demais para ser românticos assumidos.
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Ninguém de fora percebia a nossa relação, diziam que agíamos como crianças, que ninguém precisava de motivos para beijar ou abraçar o companheiro. Nós ríamo-nos, trocávamos um olhar e um sorriso pois ninguém percebia o nosso "jogo", a nossa história, eram meros espectadores. Não entendíamos nenhuma relação segura, comodista, conformista...
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Queríamos o sentimento, a partilha, o conhecimento. Sabia que estavas lá sempre para mim. Era a ti que eu despia a minhas alma e me aconchegava nos dias de Inverno para me consolares dos males do mundo com um beijo na testa. Fazias-me rir de tudo, ver o lado positivo das coisas, o teu humor mudava toda a minha disposição.
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Viajámos imenso sempre com uma máquina atrás para registar materialmente algo que nenhum dos dois esqueceria, eras a minha constante preferida nessas viagens, pouco me interessavam os locais pois só a tua companhia lhes conferia beleza aos meus olhos.
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Coisas fúteis eram dispensáveis. Nunca gostei de flores, preferia um grito embaraçoso no meio da rua, um beijo por baixo de um chapéu de chuva, uma gargalhada sincera por uma qualquer estupidez.
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Nunca precisámos de sorrir para mostrar aos outros o quão apaixonados estavámos, guardávamos os nossos momentos para nós, invejosos da partilha e da possibilidade da magia se quebrar caso os expuséssemos.
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A única coisa qua fazíamos como casal era dar as mãos, adorava sentir um pedaço de segurança no turbilhão que era a nossa relação.
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Completávamo-nos tantos, adorava-te tanto... Irritavas-me tanto!
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Não percebo porque escrevo no passado. Tu és o presente, hás-de sê-lo sempre. Porque em mim viverás para sempre, és parte da pessoa que sou. Com quem quer que eu esteja, essa pessoa leva um pedaço de ti por acréscimo.
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A.
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Adorava os nossos silêncios. Sempre foram os nossos melhores momentos.
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Adorava os nossos silêncios. Sempre foram os nossos melhores momentos.

7 comentários:
Uma paixão passada, um amor vivido de uma forma diferente do normal...
É bonito ver k existem várias formas de podermos amar as pessoas, mm k essas formas sao as mais diferentes de tudo e mm k as otras pessoas cirtikem e avaliem a relaçao... ms o amor e isso mm, é irracionalidade ao mais puro nivel, é cagar pa multidao....
bjxx** GuIHo
" adorava sentir um pedaço de segurança no turbilhão que era a nossa relação."
Adorei tudo, mas esta foi a melhor parte!
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Que lindo! =')
Fez-me sentir tão dentro do momento, tão "entendedora" da relação...e adoro o facto dele ser já inato a ela, para todo o sempre. =)
amei ms principalmente a ultima frase...os silencios podem dizer tt coisa...mt cumplicidade...
mt bem mana joana:P
Há sempre aquelas morais da história pré-fabricadas: não chores porque acabou, sorri porque aconteceu... guarda na memória os bons momentos, esquece os maus... a dor é inevitável, o sofrimento é opcional...
Às vezes de tanto as repetir na nossa cabeça só queremos que nos consolem realmente, que sejam tão verdadeiras como artificiais quando simplesmente não o são... E resta a eterna dúvida... será que vale a pena agarrar as coisas boas, sabendo que na mesma medida sentimos o seu contra-peso? Não podíamos ser só um bocadinho felizes, para sofrermos também só um bocadinho... Teremos mesmo que amar com tudo o que temos e somos, até não sermos mais que aquilo que sentimos, para depois acabarmos a lutar pela própria sobrevivência do nosso coraçãozinho estilhaçado?
Não podemos sorrateiramente escapar a isso, como a uma aula de Direito e Deontologia?
I say it's worth it, anyhow... Pelo menos temos histórias para contar, recordar... porque um dia fomos felizes =) e não pela última vez! * * *
Smile! =) Gavi Antonieta =P*
wow!!!acho q n consigo dizer mais nada...o texto ta excelente...ta perfeito...e é engraçado cmo existem partes com as quais me identifico ou identifico akela historia de amor...a mnh historia de amor...mas dessa tenho mm falar no passado.mas tal cmo dissemos no outro dia...as coisas acontecem porque tem d acontecer e so temos de aceitar esse facto.gostei mm do texto
gosto mm d ti ****
Lindo!!! e por mais que se contem estórias de amor no passado, ele é sempre um presente.. porque quando contamos estas estórias quase nossas ele está sempre dentro de nós! :) **
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