quinta-feira, dezembro 27, 2007

Estava tudo tão romanticamente encerrado com aquele meu

'não-olhar-para-trás-sou-mesmo-forte-meu'.

Bem escrito, delineado. Um ponto e vírgula decente e impertigado; orgulhoso.
Mas eles hão-de gostar sempre de brincar com os textos demasiado bem escritos...



"(...)They sit there and they laugh

I sit here and I can't believe my eyes

You found me at last

But we're too human to see the way we'll agonize (...)"

- No Doubt -

segunda-feira, novembro 12, 2007

Palavras minhas para quê?


"Eles sabiam que um beijo é só um beijo e o tempo parou para os olhar."

"Setembro. As mulheres voltam a comer doces. As paixões tornam-se lentas e carregadas como o céu. As noites crescem prodigiosamente. - São estranhas, as pessoas da noite, - dizia ela - Têm os olhos cercados de tinta e vontade de deixar o coração por escrito, tatuado na pedra da sepultura."

"Era tudo tão óbvio. Depois o jogo acabou. Disseram tudo, e disseram que tudo havia de ser para sempre. E, desde então, ficaram sem recordações."


"Ela diz que quer esquecer mas traz cada fragmento dele colado ao corpo como uma bóia de salvação. A memória mente ao tempo. Impartilhável, imortal, o cinema do segredo. Um filme encravado, ao arrepio dos dias, debaixo da pele."


"Todas as paixões são uma e os objectos amados, ficção."

"A lua é culpada de tudo."


- Inês Pedrosa in "Instrução dos Amantes" -


Vidas... Ficar só assim, em silêncio, sem banalidades ou cheia delas. Sentir-te!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Ainda não foi desta

A verdade é que nunca fui a menina querida, a "boazinha". Sempre fui a desastrada, a que fazia sempre o contrário do que a deixavam e teimosa ao ponto de não saber ceder. E por muito bonito que tudo isto tenha de bom a verdade é que me trouxe algumas amarguras, alguns dissabores.

Mas, e porque há sempre um mas, tu compreendeste-me, tinhas orgulho em mim. Nunca quiseste que mudasse só para me integrar nos padrões, e nisso éramos iguais.

Custa-me não ter certezas, não ter muitas pelo menos, não saber ainda o que quero nem ao certo quem sou. Cometi erros irreparáveis, deixei adeus por dizer, quebrei silêncios preciosos e amei à minha maneira, retorcida, tentando não me dar demais sem nunca me dar suficiente.

Achaste que me conhecias ao fim de tão pouco tempo. As pessoas vivem anos juntas, veêm-se todos os dias e são capazes de não saber o sabor de gelado preferido da outra, e tu achas que passado tão pouco tempo podes dizer que me conheces? Já não digo o conhecer "mesmo" mas estas pequenas coisas, se bem que são elas que marcam a diferença entre quem está dentro da nossa vida e quem apenas passa por ela, mesmo que a marque.

Não sei se me sinto melhor não tendo ninguém a acreditar em mim do que o contrário. Assumir que tenho o pior para conseguir qualquer coisa, ou ter depositada em mim a esperança de alguém com a grande probabilidade de desiludi-la. E, no entanto, espero sempre que os outros não me desiludam, mesmo quando eu faço o mesmo. E desiludem sempre, invariavelmente, tal como eu.

E o que tu querias era conhecer-me, aprender a ler-me, ver os sinais e saber prevê-los. Cansaste-te de tanto tempo depositado nessa busca. Percebo-te bem, se fosse eu também desistia, mas não tenho escolha, ou tenho?

Pesa-me todo este espaço fechado, este tempo limitado, passar mais tempo lá do que aqui. Ter metade do meu tempo num lugar onde não posso ir, e a outra metade a pensar em como lá chegar. Sabes que não gosto de pontes, nunca gostei. Sempre achei que se é para lá chegar mais cedo ou mais tarde, que prefiro voar, arriscar.

Aturaste-me. E olha que não é fácil! Sempre quiseste o meu melhor, que deitasse cá para fora o que quer que fosse que me atormentasse. Mas isso implicaria um esforço tão grande que o mais provável seria que a minha alma se despegasse do corpo e não quisesse voltar. Sei todos os benefícios que me traria mas já sabes como sou não é? Tenho uns quantos bloqueios, umas barreiras fodidas de destruir.

Não me consigo comprometer. Tenho a tendência parva de me deter perante as dúvidas, jogar pelo seguro. E depois digo que quero arriscar... Não sei de onde vem tudo isto, não tenho ninguém em quem pôr as culpas, sempre achei isso uma estupidez. Se me perguntares qual é o problema nem to sei dizer, pequenas querelas internas e externas, tirando isso está tudo óptimo. Estou grata por tanto, não me posso queixar na verdade...

Querias saber o que se passava comigo? Suponho que afinal está tudo na boa, obrigada por perguntares.

quinta-feira, outubro 04, 2007

IN



compatibilidade
S.

domingo, setembro 16, 2007

Apercebi-me agora que não demos
o nosso último beijo.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Palavras esquecidas

Um só homem capaz de tanto.
Ela é ciumenta, sabes?
Para Ela poucos são capazes de tanto talento,
e a Sua inveja mais cedo ou mais tarde acaba sempre por levá-los cedo demais.

Esgotaste-te demasiado depressa,
Deste-te todo com intensidade,
Encheste a alma com demasiado sentido,
Tanto que ela acabou por ceder, enfraqueceu-te.

O sentimento faz isso, enfraquece-nos...
A partir dessa fraqueza nascem os verdadeiros heróis
Capazes de se fazerem ouvir e sentir!

Se a perfeição existe é efémera, dura pouco menos que um momento.
Se ela existe, existiu em ti
Na distância do que não sei que foste.
Se ela existe, existe apenas na ignorância.

Mesmo assim continuas a sobressair num mundo monótono e belo
Que já nem sequer é o teu.
A Morte dá às pessoas um estatuto de quase intocáveis
Por os seus erros serem relativizados e justificados,
Por já não poderem voltar a decepcionar.
Ironicamente só ela tem o poder de apaziguar as almas.

A alma envelhecida pesou demasiado no teu corpo jovem.

domingo, setembro 02, 2007

Hoje dói-me a alma...
Depositaste em mim
demasiados segredos,
demasiadas verdades...
Não sei se as quero!
Há coisas que preferia
esquecer, não saber...
A ingenuidade mágica
hoja caía-me melhor
que a mordacidade...

Segue as pegadas dos outros...
Isso, por aí, atrás dessa porta...
Não te esqueças de a fechar.

domingo, agosto 19, 2007


Ela está cansada, esgotada de toda a vida que tem para viver e não vive - custa tanto tomar uma posição, abdicar do que sabe bem mas nos absorve a essência e arriscar ser feliz. Não é fácil mas nunca ninguém lhe disse que era, porém continua a acreditar que alguém tomará a decisão e agirá por ela.

Os outros nada podem fazer por ti, sabes? Aconselhar, opinar, criticar. No fim cabe-te só a ti...
Não faz mal sofrer por tentar, dói mas dói mais ainda veres o tempo passar e sonhares sentada enquanto imaginas as alternativas ao que és e te deixas estar sem te mover. São as tuas cicatrizes e quedas que ficam no fim, cicatrizes de esperança e amor - sofrido, feliz, inacabado, não correspondido... Viver é amar, amar é querer, querer é sofrer - sem isto não te moldas.

Lembras-te do que é estar apaixonada? A ansiedade, o sorriso inconveniente, o nó no estômago, a irritabilidade fácil... Só queria ver o arco-íris na tua cara, ouvir a alegria na tua voz e ver-te feliz em todo o teu esplendor.

quarta-feira, julho 04, 2007

E sabem do que é que eu gosto?

De casais improváveis...

xD

domingo, junho 10, 2007

O cheiro quente da água no chão molhado de terra batida.


O sangue a correr rápido pelo corpo, o coração acelerado.

O arrepio frio e feliz que percorre o corpo excitado.


As expectativas.


O sorriso preso no céu e o agradecer o momento.

Os corpos apertados na multidão e todos os espíritos dirigidos para um mesmo objecto.


Os diferentes cantares a pedir para não adiar o instante de entrada em palco.


As palmas quase sincronizadas que ecoam ao longo do recinto.


O gritar a plenos pulmões e com a voz rouca letras trocadas de músicas já nossas.

A música a voar do palco e a voltar em turbilhão dobrado ao mesmo.


O dar e o receber de volta.


A confusão animalesca intercalada com o sentir profundo e com as lágrimas de memórias antigas.

O poder da música.
O ser feliz.
O momento.
Os momentos.
A companhia.
O local.
A multidão.
O existir.
O sentir.
O viver.
O lembrar.
O ser.
Pearl Jam.



Concerto demasiado sentido para poder sequer ser descrito por palavras. A pura felicidade.

segunda-feira, maio 28, 2007

AQUELA música...

'There's a story in your eyes
I can see the hurt behind your smile
For every sign I recognize
Another one escapes me

Let me know what plagues your mind
Let me be the one to know you best
Be the one to hold you up
When you feel like you're sinking

Tell me once again
What's beneath the pain you're feeling
Don't abandon me
Or think you can't be saved

I walk beside you
Wherever you are
Whatever it takes
No matter how far

Through all that may come
And all that may go
I walk beside you
I walk beside you

Summon up your ghosts for me
Rest your tired thoughts upon my hand
Step inside the sacred place
When all your dreams seem broken

Resonate inside this temple
Let me be the one who understands
Be the one to carry you
When you can walk no further

Tell me once again
What's below the surface bleeding
If you've lost your way
I will take you in

I walk beside you
Wherever you are
Whatever it takes
No matter how far

Through all that may come
And all that may go
I walk beside you
I walk beside you

Oh when everything is wrong
Oh when hopelessness surrounds you
Oh the sun will rise again
The tide you swim against will carry you back home
So don't give up
Don't give in

I walk beside you
Wherever you are
Whatever it takes
No matter how far
Through all that may come

And all that may go
I walk beside you
I walk beside you '

- Dream Theater -



Memórias de um outro passado: quente, negro e feliz...


Memórias das alternativas ao que sou hoje, sem arrependimentos mas com aquele sabor amargo na boca por não ter vivido o que sempre quis e que foi substituído pelo que vim a querer. Bateu a saudade dos sonhos antigos que, vindos não sei de onde, voltaram a aquecer o coração... Será que só estagnei os desejos ou simplesmente cobri-os com o que veio a mostrar-se mais conveniente?!


quinta-feira, maio 24, 2007

O cimento claro começa a escurecer com as gotas fracas que começam a manchá-lo aos poucos...

As gotas percorrem o seu caminho torto ao longo do vidro já molhado...

No fim de Maio este dia estranho de chuva e sol não poderia assemelhar-se melhor ao meu estado de espírito: indefinido e cansado, corpo e mente.

Estendo-me num qualquer lugar seco enquanto proibo a mente de viajar para onde não quero e deixando-a divagar para onde não devo.

Deixo-me estar, assim, quieta...

segunda-feira, abril 16, 2007

Don't ask why...

Hoje só as pessoas me fascinam, me atraem.

E hoje toda a beleza dessas pessoas se reduz a nada, a insignificância.

Não sinto nada, só o vazio.
Sinto-me a regredir, a voltar a ser aquela pessoa que nunca gostei de ser, sinto-me a voltar a querer ficar assim para sempre, em paz, sem sentir, sem errar...

Só hoje...

Just let me be.

domingo, março 25, 2007

Saudade!


Saudade é sentir falta do que não vivemos, do que poderíamos ter vivido mas não se proporcionou. É sentir falta daqueles momentos fugazes que nos enchem o peito, que fazem valer a pena os menos bons.
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Com a minha idade fico feliz por saber que já experienciei muitas coisas, já viajei um pouco pelo mundo (claro que falta ainda muito!) e já conheci muitas pessoas que posso dizer são daquelas que ficam para a vida, se não fisicamente pelo menos na lembrança. Não me posso queixar pois sei a sorte que tenho tido.
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Mas quero mais, a avidez extravasa. Quero mais daqueles momentos únicos que nos marcam o coração para sempre, quero não sentir o aperto no estômago que sinto devido à nostalgia. Gosto de nostalgia até, aquele sentimento triste por sabermos que fomos tão felizes, mas que acabou; se ela existe é porque os momentos valeram a pena e nos encheram a memórias de sorrisos e gargalhadas sonoras.
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Só que não gosto de fins, não gosto de pensar nas diversas fases das nossas vidas como finais, são transitórias. Muito bonito, mas há momentos que voam mesmo. E fica a saudade, esse sentimento tão português e tão característico nosso. Eu sou saudosa, saudosíssima mesmo. Odeio despedidas, odeio ter de voltar de viagens, odeio quando sei que as probabilidades de voltar a ver uma pessoa que conheci e de quem gostei são mais que remotas. Enfim, por aí...
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E isto tudo porquê?! Porque ontem (depois de um dia inteiro a ouvir fados!) foi o XII TUIST (festival de tunas) no Coliseu dos Recreios, seguido por uma noite diferente das normais passadas em Lisboa. Posso dizer que pela primeira vez consegui sentir o verdadeiro ambiente universitário que sinto quando vou a Coimbra, por exemplo. E soube bem, melhor do que era suposto, e saber que passou tão rápido e que acabou (até para o ano pelo menos!) dá-me o tal aperto do estômago. Se bem que o festival tenha sido cinco estrelas e que a noite tenha sido mágica, com todo o convívio e as serenatas e cantorias improvisadas no meio da rua... Uma noite de "capas negras de saudade"! Irrepetível mas com sede de mais, sempre mais!
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Deixo-vos com uma cançãozinha daquelas que mexeu e mexe comigo de uma forma absolutamente parva, que consegue explicar, a quem não sabe, o que é a saudade. Daquelas que nos recusamos a ouvir quando a saudade bate.
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É um desabafo, não me apetece saber se tenho de arriscar mais, se tenho de estar agradecida, se nada. Apeteceu-me escrever sobre isto, o que digo sentir e a forma como o faço. Na verdade só o sentimento é realmente verdadeiro, as palavras são tão fugazes quanto os momentos, mas tal como eles perduram. Hoje sinto-me mais portuguesa que nunca. Gosto deste acumular de diferentes experiências, tal como gosto de me sentir verdadeiramente eu, sem portas. E gosto de Lisboa, mas sempre disse que estou demasiado a Sul para o meu gosto.
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(É é tão bom quando os nossos momentos de sonho demoram um tão curto espaço de tempo até se tornarem reais. Não há tempo para se idealizarem o que leva a que a forma como os vives seja tão mais pura!)

domingo, março 18, 2007

@ the final setting sun...

Sabes, um dia esse teu orgulho frio e infantil vai fazer-te dar uma grande queda. E nesse dia, adivinha quem vai lá estar para te ajudar a levantar?

Pois,
eu...

Quem mais?!

Só acho que, de vez em quando, podias engoli-lo um bocadinho. Ou achas realmente que a forma como o consomes é sinónimo de uma mente inteligente? Sim, eu sei que já te é intrínseco, mas mesmo assim...Controla-o sim?!

(Claro que agora a tua reacção vai ser consumi-lo ainda mais, que coisa! Enfim, quem não te conhece que te compre...).


;P