O meu corpo bailava leve ao sabor da brisa que acompanhava aquele pôr-do-sol. Aquela luz que se tornava mais intensa e torrada a cada segundo. Estavam todos ali como tinha pedido. Estavam ali porque concordavam com a minha ideia de pôr-do-sol – a ideia de renovação que cada fim de dia traz, da fénix que arde sem dor e renasce esbelta e pronta a viver no dia seguinte, sem se lembrar do sofrimento passado. A luz passava de laranja a vermelha e o céu avizinhava um novo dia quente. Sentia-os ali comigo, parados e calados enquanto o horizonte se fechava perante os seus olhos, com a promessa de um dia brilhante e mais sereno. Quando o último raio de sol perscrutou o céu ouvi-os despedirem-se. “Descansa em Paz”.
- Escrever Escrever - Dezembro 2010 -

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