Salva-me.
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Abre-me o peito com um punhal gelado. Corta-mo de cima a baixo numa ferida profunda que me liberte o grito que guardo cá dentro e que se tornou maior que o meu corpo, que me rasga os sentidos sem qualquer complacência. Ajuda-me a libertar do meu peito a dor que cá habita e se acostumou aos meus recantos, ao longo do tempo.
E quando acabares, enquanto me ouves gritar a dor que se liberta, continua o teu caminho sem olhar para trás. Se um dia me voltares a encontrar finge que não me conheces, pois tu em mim não serás mais que uma vaga memória deixada a afogar-se no fundo de um sonho. No meu peito o teu nome será um eco imperceptível, absorvido por um ser renovado que volta a abrigar novas dores.
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É a condição humana, dizem uns.
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4 comentários:
brilhante. muito, muito bom.
pk as dores que nos rasgam o coração tornam-nos mais fortes.
Texto lindo minha amora*
"...pois tu em mim não serás mais que uma vaga memória..."
esta e a minha parte preferida...quando nao passam de vagas memorias...
Sinto a tua falta...
Bjs**
Também já ouvi dizer isso. Que é a condição humana. Mas parece que não convence, não é? *
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